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terça-feira, 16 de setembro de 2014

1+1= 1


Isso é sim
mais um poema de amor...

Porque quando a gente ama
falta outro tema,
a gente esquece até que tem problema
só pra fazer o outro sorrir.

Torna-se uma agonia
essa quentura aqui dentro,
que dá saudades em segundos
e felicidade pra vida toda.

É odiar clichês e frases bobas,
mas saber que encontrou
sua metade da laranja
ou a tampa da panela.

Parei de aguar os olhos
por dor que dói de machucar...

Amor dói de cheio,
de não caber em um só corpo
Transborda dos olhos,
na leveza da pele
ou no sorriso grande,
estampado na cara.

Não é posse, é pertencer
ensinou o poeta.
É sentir-se parte (luz)
é confusão.

É odiar de bem-querer,
é não suportar os seus defeitos
e nem tentar mudá-los.

Este coração que aqui sangra,
não mais reclama da vida.
As lágrimas que derrama 
são de alegrias,
inda que guarde algumas feridas.

Conscientemente 
deixamos de ser menos eus
e mais nós,
pelos nós de braços laços,
pelas histórias agora única,
pelos sonhos compartilhados
e pelo todo ainda não vivido.

De amor se vive,
se morre e se ama.

O impossível é pouco.

Não tenho nem 1,50
e você cabe inteiro
dentro do meu peito.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

sábado, 22 de março de 2014

Leve


há tanta beleza no seu sorriso
que sou capaz de me apaixonar de novo
toda vez que me sorri,
dizendo bom dia de olhos semi-abertos. 
(ou semi-fechados?)


roubo-lhe tua essência
suor e perfume,
pra embalar meu sono
quando não estou em seus braços

laços d'alma.

compreensão no olho,
cumplicidade na cama,
poesia no domingo
para aguentar os dias de feira...

do beijo ao gozo,
conhece minhas linhas,
minhas pintas,
meu pêlos e como arrepiá-los.

sintonia
cuidar
querer

estar...

perto pra conversar,
longe pra chamar,
sempre para ficar.

há quem diga que estou presa,
suspeito que ganhei asas...

domingo, 15 de dezembro de 2013

Desjejum

Impaciente,
ciente que sou indeciso,
ela disse-me assim
que vai se apaixonar por mim,
pra que eu fique de sobreaviso.

Foi espontâneo,
instantâneo
e simultâneo:
um sorriso surgiu
e um calafrio subiu.

Sem entender
o que meu coração dizia,
nada pude dizer
e deixei pra responder outro dia.

Ai veio essa poesia
tentando me explicar
que não faria mal nenhum 
essa paixão despertar
e encerrar o jejum 
nesse coração incomum
que não se permite amar.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

De Ti



É terno,
 muito além de bem querer. 
Perceptível aos olhos, 
sensível a alma,
 inexplicável a língua. 

Sem ti,
saudade. 
Estar perto vicia.
 Vontade de se prender, 
para juntos voar. 

De cor o
sorriso seu, 
o arrepio dos pelos meus,
 o desejo dos corpos nossos. 

Provo com
sensações
 que invadem,
 gozo de felicidade, 
suspiro de prazer, 
delírios e sonhos condensados em nós. 

Só rio 
quando falas comigo, 
palavras no pé do ouvido
 ou só da uma de amigo, 
conversa um pouquinho e já tá bom. 

Feliz, cidade 
é pouco, do mundo a se descobrir, 
lado a lado, sempre a frente. 

Amar dor, 
de vez em quando,
faz crescer,
 sentimento, pensamento, 
(re)conhecendo,
 um pouquinho você, 
outro eu.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sinto(nia)



Aproxima-se com os olhos,
envolve-me em seus braços.
Acaricia-me os cabelos,
as costas e os seios.

Beijo na boca,
boca no sexo,
sexo na língua.

Me encaixa em seu corpo,
invade o meu...

Sem dizer nada,
sabe (o) que (eu) quero.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Gente



Café puro cheio de doce,
sua boca me pertence
desde o olhar.
Diz bom dia sorrindo,
mais cinco minutinhos,
dez e outra vez.

O inverno sequer assovia
em meio ao verão
de nossa primavera.
Somos compassos
sem ensaios,
misturados:
cheiro, pulso
e respiração.

Desejo emana em cada poro,
pêlos se arrepiam ao toque,
ora das mãos, ora das palavras.

Paixão aquece todo peito,
corpos e almas se enlaçam,
ora com os braços, ora com as pernas.

Decoro linhas com os dedos,
Mãos dão asas ao pescoço
e o resto,
entregues
da orelha ao sexo.

Movimentos ritmam
o embalo da cama.
Epiderme ferve o sangue
de nossas veias
Atração mútua desde o ontem,
em cada segundo do agora.

Sem pudores ou aparências,
crus estamos sem rótulos.
Amizade escancara defeitos,
inocência na brincadeira de mão,
no riso sem fim
e na vontade de não soltar.

Intensidade no sentir,
força no querer,
espremer ossos,
morder a carne,
se lambuzar de prazer.

Gestos nos descobrem, 
suor e saliva se unem,
enrolados em nós
nos amamos,
feito gente no cio.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Do Cinza


O sol está presente
mas é do seu corpo, o quente
do meu Bom Dia!

Em meio a amassos
e afagos
Uma dose de amor
outra de calor
Nasce o dia
e até no seu cinza
a gente vê cor

Acaricia-me inteira
sexo e alma
e sem dizer nada
lhe dou tudo

Mordidas, risadas
um beijo, uma caprichada
Lábios molhados
ele me invade,
com (con)sentimento e sorriso

Mãos e instrumentos
tocam sem ensaios
O clássico
O diferente
Olhares cúmplices
se entendem

Abraços e espasmos
se misturam a sussurros
e gemidos
Coração e seio, 
juntos batendo
Seu peso sob mim

De frente, de lado
Ora ele por cima,
outra por baixo
Para agradá-lo
meu melhor gingado
Te sinto, te laço

Até o depois do gozo
presos em nós
Um do bom
coroa a manhã
sábado, chovendo
bom mesmo
é cama, eu
e ele.

terça-feira, 19 de março de 2013

Doação

Doo coração usado, 
tão forte quanto dado. 
Poucas vezes restaurado, 
uma desenganado. 

Amador profissional, 
companheiro leal, 
tamanho maior que o normal. 

Guarda a dor do universo, 
e conversa em versos 
sempre que me disperso. 

Um tanto maduro 
muito bem educado 
nem tão mole, nem tão duro, 
dispensa grandes cuidados. 

Mesmo quando apanha 
não é de fazer manha.
De manhã, dê a ele maça, 
assim, mais força ganha. 

A única garantia 
é seu interesse por poesia 
uma antiga paixão. 

Um outro senão 
é um defeito de fabricação, 
razão pela qual 
o repasso sem avalista: 
ama a primeira vista, 
(apesar de fingir que não). 

Se houver precisão 
favor entrar em contato. 
Após firmado contrato 
não aceito devolução.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Nos(so)


Não sei se é o sorriso,
o (des)penteado
ou o corpo mulato
que (me) seduz mais
quando ele passa,
ou para
Imagino ele
(nú) 
meu ladinho
Contando estrelas
desenhando (minhas) ondas
Brincando de (a)mar

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sem mimimi

Mimimi faz uma poesia?
Você mimimi pedia
Eu mimimi esforcei
Mas temimimia
Expor mimiminha paixão.

Então, mimimi concentrei
Para mimimi transformar
Num mimiminino sem coração
E escrever esse mimimimo
Sem um mimimínimo de emoção.

Assim não mimimi exponho
E também não mimimi comprometo
E você não mimimi desmascara
Apesar de estar na mimiminha cara.

Até dizer que mimimi ama
Manterei-mimimi comprimido
Nesses vinte mimimis em vão
Que guardam aqui comimimigo
(enquanto somos só amimimigos)
Mimiminha real intenção.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Quero amar


Quero sentir frio na barriga 
saudade, ciúme 
Ser amiga 
amante, cúmplice 
Desenhar coraçãozinho 
Soltar milhares de suspiros 

Quero sorrir do nada 
dançar sem música 
Andar de mão-dada 
fazer cartinha 
Escrever poesia 

Quero me arrepiar 
de desejo, de tesão 
que o mundo pare 
só pra eu viver minha paixão 

Quero dividir segredos 
Ouvir conselhos 
Ter alguém pra conversar 
Até mesmo pelo olhar 

Quero me apaixonar 
Sentir o coração palpitar 
Sem dúvidas, receios 
ou medo 
Hoje, eu quero amar

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Saudade


Sinto falta do seu sorriso
Enchendo meus olhos 
Do seu cheiro 
Invadindo meu espaço 
Do seu toque 
Carinho e abraço 
Do seu corpo 
E de como conhecia o meu 
Como me apaixonei 
Ou se te esqueci 
Nunca entendi
Quando o sono não vem
Nossos momentos ressurgem
Os dias passam
E as lembranças insistem 
Em trazer você para mim

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sozinha


Olhei 
Fitei 
Chamei 
Cheguei e peguei 
Sorri 
Senti 
Gamei 
Deitei 
Pulei e voei 
Ouvi
Segui
Sonhei
Dividi 
Vivi e curti 
Acordei 
Temi
Parei 
Pensei 
Calei 
Chorei e Perdi 
Fiquei 
Sofri

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sem Nome

Que poder é esse
Que seu corpo tem
De atrair o meu
Feito cadela no cio
Camuflada em risos certeiros
Olhares ligeiros
Tão cúmplices companheiros
Antes mesmo da gente perceber
Eles já estão conversando
Trocam carícias
Fazem-se presentes
E já não cabe mais a gente
Responder
Eles são donos de si
Farão o que quiserem
E como querem
Exalam desejo
Grudam com o beijo
Eles se amam
Independe ao coração
É necessidade carnal
Paixão?
Talvez!
Nunca quis entender