terça-feira, 26 de agosto de 2014

Enquanto você dormia

Inda há pouco
te assistindo dormir
eu me vi acordar 
ao sentir 
sua pele arrepiar,
ao sua nuca encontrar
cada molécula de ar 
vinda de dentro de mim.

Permaneci calado,
com cara de tacho, 
perdido entre seus cachos,
tentando ver se me encaixo
contigo sob a coberta.

Em seguida, 
ensaiando carícias,
percebo teu seio em alerta.

Encho-me de malícias
ao vê-la, sonhando, sorrir
por notar quando eu tento 
com sutis movimentos
sua perna abrir.

Isso me instiga
e para dar liga,
colo costas com barriga.

Você, em seguida, 
se encaixa e suspira
profundamente
consigo,
como se me dissesse:
é contigo!

De seus seios túmidos
desço por seu umbigo
e sigo
até seu íntimo,
de encontro a seus lábios úmidos.

Sedentos por beijo
cederam ao cortejo
da minha mão que
serenamente
adentra seu ponto mais quente.

Com a noite a míngua
entrei por teu ouvido
com língua
saliva 
e libido.

Você, ainda dormindo,
murmurou um leve gemido,
como se sentisse, no escuro,
o quanto eu estava duro.

Então, entre as suas pernas,
o coloquei a espera,
nessa deliciosa tortura
à porta de sua vulva.

De olhos fechados
você começa um movimento
como se me chamasse pra dentro,
não resisti muito tempo
e te possui, sedento.

Ainda sonhando, 
ofegante,
deseja profundamente
despertar de repente
e, latejante, 
sentir presente,
incandescente,
todo meu amor pulsante.

Um comentário:

  1. Meau, sempre pontual nas entrelinhas e paradoxal nas rimas.

    Beijão ^.^

    ResponderExcluir